sábado, 16 de fevereiro de 2013

CRIE SEUS FILHOS DIFERENTES DE VOCÊ... ELES MERECEM UM FUTURO MELHOR.



NEURÓTICO EU?

    A educação que preconiza e cultua a neurose de competir para sobrepujar o outro a qualquer preço e a qualquer custo, colabora para acelerar a solidão compulsória.

     A cultura das coisas descartáveis passa a ser aplicada também nas pessoas; que se tornam descartáveis quando deixam de atender aos nossos interesses mais imediatos. Uma das conseqüências desse estilo de vida é o clima de insegurança e de medo que leva uns a desconfiarem dos outros, pela aparência, cor, raça, estudo, religião...





sábado, 2 de fevereiro de 2013

A TERRA É UM HOSPÍCIO QUE ABRIGA ALMAS DELINQUENTES?





Será que a tal de salvação das religiões é: estar de alta?

Será que o aprisionamento num corpo físico em 3D é uma camisa de força cósmica?
Jesus e outros Avatares são psiquiatras?

Quem parar para pensar – remédio que gera lucidez – uns minutos por dia; será capaz de visualizar que estamos num manicômio estelar – e pode dar o pontapé inicial ao seu processo de cura.

A aceleração do final desta fatia de tempo da eternidade vai ajudar a separar quem pode ou não terá alta...

A velocidade com que os fatos se sucedem deixa a descoberto; a nossa falta de integração psicológica; e, rapidamente nos apresentamos a nós mesmos no dia a dia como neuróticos, psicóticos ou personalidade psicopata – tudo ao mesmo tempo; depende dos estímulos a que estivermos submetidos; isso está começando a nos assustar tanto na intimidade quanto na vida de relações; Eu não era assim! Nossa não esperava isso de fulano! Eu era uma pessoa tão calma; mas hoje sou nervoso, agressivo!
Para conquistar o equilíbrio íntimo, vale a pena conhecer as características de cada tipo: neuróticos, personalidades psicopatas, psicóticos, esquizofrênicos.
Claro que:
A complexidade para conceituar a divisão da doença mental é grande; definir limites precisos é quase impossível; desta forma, existirão neuróticos com grandes sofrimentos e psicóticos suportando razoavelmente as suas deficiências; pois o grau de intensidade e severidade dos sintomas vai do neurótico á personalidade psicopata e, finaliza no psicótico em suas várias formas de expressão.

O estudo das nossas características diferenciais quanto à elaboração psíquica, relacionamento com o meio e comportamento do ego podem facilitar nossa tarefa de progredir.
Com treino dá para perceber, se nosso comportamento, assemelha-se mais á do neurótico, á personalidade psicopata ou psicótico; embora, se estivermos vivendo um surto psicótico jamais o admitamos.

E aí mano cósmico? Já começou o diagnóstico de tu mesmo?
Único capaz de te libertar – ou preferes ficar com um diagnóstico de alguém mais maluco do que tu?

Conheces as características de cada distúrbio que és portador?

sábado, 3 de novembro de 2012

CHEGA! NÃO DÁ MAIS! - ALGUNS EFEITOS COLATERAIS DA SEPARAÇÃO


ESGOTOU?

O QUE FAZER?

    A separação dos pais é tão danosa para o desenvolvimento mental e emocional da criança quanto a criança criada numa família caótica; com as devidas ressalvas.

     Os reflexos começam já com o clima gerado antes da separação; pois quase sempre sem que percebam com clareza, os pais usam os filhos para agredir uma ao outro nas suas emoções e nos seus sentimentos.

     Às vezes a criança passa a ser um instrumento de vingança ou de retaliação entre os sobreviventes do antigo amor ou paixão.

     E:
     Perde parte do seu referencial de valores querendo agradar a ambos, e, às vezes, de forma inconsciente até tenta lucrar com a situação – quase sempre: adoecendo; criminalizando.

     Alguns efeitos nocivos, tal e qual os efeitos colaterais da falta de reciclagem das personalidades dos antigos amores, já estão bem estudados:

     A adolescência é mais precoce.
    As meninas iniciam-se no sexo mais cedo que o recomendável; daí, a possibilidade de gravidez precoce e aborto acontecem na mesma proporção.
    A criança costuma assumir boa parte dos problemas da mãe ou os conflitos do pai.

    Pior para muitas, é quando o pai ou a mãe formam novas famílias e o a outra parte também já tem filhos; lógico que as reações de ciúmes acelerem o estresse e até podem gerar doenças psicossomáticas.

    Outros efeitos colaterais:

    A maioria tem que formar seus conceitos e valores de vida por si só – vão depender ao extremo da sua bagagem de alma.

    E, é inevitável:

    As manifestações do estresse gerado pela situação surgem como:

    Distúrbios do comportamento.
    Dificuldades de aprendizado.
    Problemas psiquiátricos vários.
    Sobrepeso ou anorexia.

     As conseqüências da forma de lidar com a Ansiedade produzida pela separação podem ser; dentre outras:

Depressão.
Angustia Existencial.
Pânico.
Neuroses várias.
Psicoses.
E outras; depende sempre das tendências e predisposições que a criança ou o jovem já tragam consigo.

Evidente que cada caso é um caso a ser muito bem estudado.
Separar por quê?
Para que?

Quem lucra e quem perde?

Meu direito á felicidade?

O que separar tem a ver com abortar?

Reciclar projetos?

Namastê.

sábado, 7 de julho de 2012

APENAS OUVIR NÃO SERVE MAIS; É PRECISO SABER OUVIR.




APENAS OUVIR NÃO SERVE MAIS; É PRECISO SABER OUVIR.

    Aprender a ouvir não é deixar as palavras entrarem num ouvido e saírem pelo outro ou apenas não interromper quem fala. É pensar, refletir naquilo que foi dito para reter o que é bom e descartar o que naquele momento não serve. A isso, dá-se o nome de capacidade de discernir.  
    Como poucos já desenvolveram essa qualidade que dá a diretriz correta para o uso do livre arbítrio, é preciso que: mil palavras não tenham o valor de um exemplo, caso contrário a evolução da humanidade não se faria nem com toda a eternidade à disposição. Prestar atenção no que é dito até uma ave, um gato, um cão, o fazem; e com treino até são capazes de responder. Mas raciocinar e discernir, tudo leva a crer que isso eles não são capazes.

    Saber ouvir é vital para expandir a consciência.

    O próprio desenvolvimento cronológico do ser humano mostra isso de forma a não deixar dúvidas: primeiro a criança aprende a ouvir, depois aprende a falar.
Quando nasce surda ou com dificuldade auditiva ela tem enorme dificuldade em aprender a falar. De um jeito ou de outro todos nós sabemos disso; mas não aplicamos em nós mesmos, na nossa própria evolução. Por quê?

    É mais um distúrbio da educação:

    Na convivência com o adulto a criança logo percebe que não é ouvida.
   
    Quando ela quer expressar um sentimento; perguntar ou falar algo; logo é interrompida.
O adulto pensa que só tem a ensinar à criança e nada a aprender com ela. Por sua vez, ela logo descobre que os adultos não querem ouvir nada nem ninguém. E passa a imaginar que ouvir é perda de tempo.

Quem grita mais; chora menos.

    Dia após dia a criança passa a incorporar algumas distorções na arte de falar:
·        A vantagem é falar sem dar tempo para que o outro retruque.
·        Vale tudo para impor seu ponto de vista a qualquer preço e em qualquer tom, nem que seja aos berros.
·        Quem grita mais se impõe.

    Imitadora por natureza a criança logo se põe a berrar quando não é ouvida ou quando seus desejos não são satisfeitos na hora.

    O lar onde as pessoas não sabem ouvir umas às outras se transforma numa Torre de Babel onde ninguém se entende nem se respeita. E onde não há respeito não há amor.

sábado, 23 de junho de 2012

QUEM É ESTA CRIANÇA?

A base de toda a relação educacional adequada entre pais e filhos está na correta resposta a essa pergunta.

    Um dos princípios básicos da educação é saber a quem se destina. Quais as “verdadeiras” necessidades do educando? Quais os melhores métodos para satisfazê-las?
    Estamos falando de educação para a saúde, e para que se possam mobilizar os recursos necessários ao bom desempenho, é preciso que os pais assumam a tarefa; ao invés de delegar para pessoas que terão contato com a criança apenas na hora da doença por breves e aflitivos momentos; como os profissionais da saúde. Tentar estudar a criança e suas necessidades dentro do corre-corre do sistema de vida atual parece uma tarefa muito difícil.

   Muitos são os enganos ou descuidos que cometemos na execução da tarefa de pais e educadores:
- Basicamente falta definir que: a criança ou educando é um ser inacabado e, não um brinquedo que podemos ligar e desligar quando nos der vontade.
- Aquela criatura: não é uma página em branco. Traz consigo o esboço de um projeto de vida particular. Um ser único que não pode ser comparado com outros. Merece respeito. Exige cuidados na medida exata e no tempo certo.

    As características de personalidade da criança que são percebidas como inadequadas; ou até como possíveis fatores capazes de trazer sofrimentos devem ser modificadas na medida do possível e não apenas  ocultadas das outras pessoas. Não estamos condenados a carregar para sempre nossas características e tendências; embora no decorrer da existência seja  complicado nos livrarmos de algumas. Devemos tentar perceber o que é viável para mudar e o que se faça necessário.

Estudar é anotar, verificar, exercitar:
    Compreender a criança não é emitir julgamentos, nem fazer comparações. Ela deve ser orientada a perceber suas emoções, sua forma de agir e de reagir, e a distinguir entre as várias formas de reações os efeitos gerados por cada uma delas.
É preciso criar o hábito de anotar para depois comparar e definir metas de mudanças.

Namastê.

sábado, 31 de março de 2012

COMO IDENTIFICAR UM PSICOPATA COMUNITÁRIO




È comum que os pais digam que seria muito bom se os filhos viessem com manual de instrução. Muitos sociopatas e psicopatas que destroem sonhos; aniquilam perspectivas; e hoje até destroem nações poderiam ser diagnosticados. E o mais engraçado é que somos nosso manual de instrução ambulante, aberto para quem tiver interesse em prestar atenção e até decifrá-lo. O momento é de estudar e educar a alma; pois, especialmente nos primeiros anos de vida, antes de sofrermos a ação de camuflagem da educação e da socialização, nós estamos na vitrine, mostrando a que viemos na existência; quais nossas tendências, impulsos e até delinear nosso possível futuro padrão de atitudes – e o que poderemos causar e deixar como nossa marca pessoal – nossa pegada existencial, ecológica...
Quando a ciência tiver meios de desmaterializar o raciocínio, continuando como ciência sempre indagando, buscando, na tentativa de desvendar o ignorado resolveremos a maior parte de nossos atuais problemas. E ela já a tem; mas na área da ciência como da religião, também dominam os sociopatas; daí, demora um pouco.

Boa parte da responsabilidade sobre nossas ações, comportamentos e doenças inadequadamente recai sobre a herança genética.
Quando se trata de tendências inatas o raciocínio de herança familiar escrita no DNA físico não retrata quase nada da verdade. A realidade de cada um, o acervo de nossas conquistas tanto adequadas quanto não, está registrada no DNA extrafísico do qual o que se encontra em 3D é apenas parte; o que está ligado ao projeto de vida. Somos a continuidade de nós mesmos.
Em nossos arquivos está registrado tudo que pensamos, sentimos e fizermos; além disso; também a nossa participação na constelação familiar a que pertencemos e no meio ambiente. O que repetimos dos familiares na sua maior parte é aprendizado, cópia de modelos que adotamos e não uma pura e simples condenação genética.
A quase totalidade dos psicopatas é criado em ambientes familiares conturbados; o que na atualidade representa a maioria das famílias.

Quando se trata de sociopatias e de psicopatia, nós já nascemos com o impulso para esses comportamentos que irão se concretizar ou não; daí a participação adequada ou não do meio: família, ambiente e sociedade podem e devem fazer a diferença. Claro que algumas atitudes sociopatas são reforçadas pela forma de viver e educação atual baseada na neurose da competição, mesmo que o individuo não traga isso como forte tendência inata – atitudes psicopatas podem ser aprendidas, especialmente durante a infância.

Quando ouvimos o termo psicopata logo nos reportamos aos do tipo serial killer da mídia e aos que cometem crimes bárbaros. Apenas uma minoria ínfima dos psicopatas se constitui de assassinos; e nem todos que cometem crimes e matam são psicopatas.

O psicopata comum é considerado uma pessoa normal até muito bem educada, gentil, sociável e muito simpática. São pessoas politicamente corretas, costumam ser elogiadas na escola e no trabalho. Estão acima de qualquer suspeita de cometer crimes até bárbaros – e quando isso ocorre; as pessoas em torno ficam chocadas.

A maioria dos psicopatas se enquadra em grau leve e que não são apanhados pela justiça por cometerem crimes graves; daí não serem diagnosticados segundo os critérios do DSM – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM). É um manual para profissionais da área da saúde mental que lista diferentes tipos de transtornos mentais e critérios para diagnosticá-los de acordo com a Associação Americana de Psiquiatria. Nessa condição de diluídos na massa de normais são mais difíceis de diagnosticar; embora seja fácil percebê-los agindo em todos os lugares especialmente onde seus interesses estejam em risco: no trânsito, nas disputas e jogos, no trabalho; enfim em todas as atividades da vida comunitária. Pode-se dizer que são os psicopatas comunitários.

Costumam ter inteligência na média e até acima. Na condição de vilão ardiloso é hábil na busca de seus interesses sente compulsão pela mentira; frios não se importam com os sentimentos alheios nem com os direitos dos outros, não são capazes de criar vínculos afetivos duradouros; dissimulados: são organizados e detalhistas; convincentes e sedutores; não respeitam normas nem leis, gostam de levar vantagem em tudo.

Os em torno não conseguem identificá-los até que cometam algum delito passível de punição pela lei.
Alguns tipos comuns: falsos amigos oportunistas; os que se fazem de vítimas; o colega de trabalho que sonega informações e outras coisas para ocupar o posto do outro ou para sobressair perante os chefes; trapaceiros; os que vivem á sombra do poder na qualidade de funcionários públicos de médio e alto escalão criando leis apenas para beneficiá-los; os parasitas sociais como os indevidamente aposentados; os ressarcidos por méritos que não possuíram; políticos; empresários e religiosos.

Esse tipo de psicopata raramente vai para a cadeia; por motivos vários – mas se vai para a cadeia é tido pelos do sistema carcerário como preso exemplar e que ali está por injustiça. Na qualidade de bonzinho, inocente e coitadinho continua tendo atitude de psicopata mesmo dentro do sistema penal; e com esse tipo de atitude consegue regalias e redução de pena.

Como diagnosticar o possível psicopata leve, no sentido de que não infringe o código penal daí, não se enquadra no DSM?

Na maior parte dos casos é preciso um pouco de convivência para que ele se mostre.
Costumam ser impulsivos; mas na maior parte das vezes eles conseguem controlar mantendo a camuflagem.
São bons atores: representam o tempo todo.
Habilidosos para seduzir de forma melosa; são mentirosos e dissimulados ao extremo; daí, cativantes e envolventes.
Como não conseguem manter isso o tempo todo em certos momentos alguns lapsos chegam a ser chocantes; pois contraditórios não se dão conta de seus deslizes (muito comum nos políticos que estão sempre na vitrine dos noticiários).
Não percebem as variações emocionais na voz; nem suas expressões faciais.
São menos sensíveis á dor.
Do levar vantagem em tudo até o roubo é um pulo.
Atropelam quem interferir nos seus interesses, desde denegrir até mandar matar (raramente matam: pagam para que alguém o faça).
Narcisistas; ás vezes antissociais.
Nível de ansiedade abaixo da média; exceto nos psicopatas secundários que são hostis, compulsivos, socialmente ansiosos, isolados, mal humorados e com baixa autoestima.

O que nos interessa neste bate papo:

Como a “Reforma íntima começa antes do berço” nosso interesse é identificar possíveis psicopatas da afetividade como os que levam milhões de mulheres a se tornarem mães solteiras ou arrimo de família; predadores sociais como os funcionários públicos ou privados de alto escalão; predadores da natureza como os criadores de gado de forma extensiva, plantadores de monoculturas; os que envenenam a terra e as pessoas; os que envenenam os alimentos industrializados e outros tantos.

Como identificar a tempo essas pessoas; pois poucas terão uma boa educação de berço baseada na ética cósmica – a maioria será muito bem informada; de forma geral foram crianças até charmosas de forma superficial, adoram andar na moda e consumir tudo que é top – como identificá-las?

São charmosas, encantam facilmente os adultos pela sua aparência e docilidade – no entanto já demonstram em certos momentos birras, reações imotivadas á contrariedade, insensibilidade frente a situações de sofrimento de outrem que podem ser evidentes em condutas como maltratar coleguinhas, animais, mentir, já em idade escolar trazer para casa objetos que não lhe pertencem, etc.

Nossa intenção ao trazer este assunto á discussão:
Serei eu um psicopata?
Frente á justiça forense da atualidade não; mas e frente á justiça segundo a ética cósmica?
Meu filho ou meu aluno é um psicopata em potencial – o que fazer?

Namastê.

sexta-feira, 9 de março de 2012

TRANSTORNO DO PAVIO CURTO DE QUEM É A CULPA?



Conforme já alertamos em muitos artigos nos bloogs:
A normalidade é um tipo de bullying.
A violência física vai aumentar em ritmo alucinante, especialmente nas grandes metrópoles.
Quem de nós nunca sofreu ou praticou algum tipo de violência? – Nem sempre percebida por quem a pratica; mas, sempre vivenciada por quem a sofre.
A violência física começa de forma insidiosa no DNA cultural e nas tendências que a alma traz.
Exemplo, o conceito Bullying focado inicialmente no ambiente escolar trouxe á discussão a pratica da violência explícita e até mesmo a subliminar; aquela em que raras pessoas; prestavam atenção; pois, á medida que o assunto vai sendo debatido; novos focos e olhares sobre o problema surgem, cada um dando sua contribuição para que a paz reine entre nós.
A violência explícita e a subliminar se confundem ás vezes; tal e qual o estupro em algumas sociedades onde a vítima do bullie (o estuprador) ainda sofre discriminação, sendo penalizada duplamente pela sociedade que pratica o bullying sem perceber; pois, a prática de manter o poder através da agressão é milenar.
Esse padrão de atitudes não está vinculado ao instinto de sobrevivência, defesa ou raiva. Pode envolver ciúmes, discriminação inveja e desprezo.
Suas bases estão assentadas no desejo e sentimento de poder; intolerância á diferença; e a pretensa liberdade de excluir, barrar, isolar e segregar os outros.
Não é uma fase normal da vida como muitos bullies adultos imaginam; não passa com o tempo nem com a idade; apenas ela fica camuflada pelas máscaras sociais fruto da educação ainda em vigor.
Conforme deixamos claro no livro: “A reforma íntima começa antes do berço” Ed. EBM – relançado:
Algumas pessoas já nascem com tendências para praticar o bullying; assim como já trazemos um esboço de personalidade ao nascer e um conjunto de predisposições que podem ser corrigidas ou reforçadas pela vida em família, educação e cultura.
Essa é a temática que abordaremos neste bate papo: bullying é um comportamento inato (embora haja saudáveis discordâncias) e que também é aprendido (isso é consenso) – Mas, como tudo na vida: comportamentos sejam inatos ou adquiridos, podem e devem ser mudados.
Esperamos com este escrito, fruto de nossa vivência diária como médico de famílias e educador em saúde dar alguma contribuição á busca da tão sonhada PAZ.
Pois fãs da UNIPAZ – um dos caminhos que nos resta:
Sonhamos com um mundo melhor onde paz e harmonia predominem na intimidade de cada um e na vida social.
Mas:
Volta e meia nós nos deparamos na rua e nos noticiários com campanhas, caminhadas, e passeatas contra as guerras declaradas ou não; e em prol da paz.
Slogans não faltam:
- Diga não à violência!
- Abaixo a prática do bullying nas escolas!
- Guerra não!
- Eu sou da paz!
- Paz e amor!

Muitos já a buscam mesmo desconhecendo-a; outros, como as crianças da Geração Nova já a praticam automaticamente e sem esforço.
Inúmeras as lutas que se travam a seu favor. Nas ruas, na imprensa, escrita e falada. Paz da boca para fora dos bullies, que o são; sem que o saibam.
Tão estéreis quanto inúteis; enquanto não tivermos consciência do que seja agressividade e violência.
Não tem sentido lógico, pessoas ainda agressivas e praticantes do bullying nas menores ações do dia a dia; lutando pela paz. E o que é pior: cobrando dos outros, atitudes mais tolerantes e pacíficas.
É coisa de gente que não tem nem sabe o que fazer; além de assistir noticiários.
Nós ainda não desenvolvemos a sensibilidade de distinguir as posturas pacíficas das agressivas no conjunto das nossas atitudes diárias.
Não sabemos realmente o que é violência nem agressividade planejada ou não; exceto aquela que salta aos olhos, escabrosa e truculenta: guerras, assassinatos, agressões, estupros, tiros, facadas – pois ela ficou diluída; e camuflada em condutas padrão ou normais ditadas pela cultura. E o que é pior, nós sentimos apenas a que nos atinge ou nos choca; mas, encaramos como normal e nosso direito de reagir aquela que nós aplicamos aos outros, dos pensamentos às atitudes de prepotência.
Somente seremos capazes de combatê-la quando aprendermos a detectá-la em nós mesmos (essa é uma de nossas intenções neste nosso pacato escrito) e, quando educarmos as crianças para que sejam mansas e pacíficas, pois a educação é algo compartilhado e não imposto. Palavreado não seguido de atitudes coerentes não serve para muita coisa; até atrapalha. Pessoas não se educam com slogans, nem com palavras de ordem, e sim na prática de cada dia.
Antes de conseguirmos a paz nas ruas, nas escolas, no trabalho e na vida social e política, ela precisa ser conquistada no íntimo de cada um e no ambiente familiar. A atitude pacífica deve ser aprendida e exercitada principalmente na vida em família.
Como tudo que envolve o ser humano a paz não se consegue numa canetada de um decreto político ou não; nem com teorias mirabolantes ou num passe de mágica; é conquista de dia a dia, de respeito pela própria vida e pela vida do outro. Alcançaremos um estado de paz relativa, quando nos lares não houver mais:
• Guerra pelo poder de controlar sem medir forças
• Competição
• Mentiras
• Traições
• Violência verbal
• Agressão física

Desse ponto em diante todas as lutas sociais em prol da paz serão vitoriosas.
Mas quem se interessa?